Como funciona a câmera do seu celular?

     Há alguns anos atrás, se popularizaram as famosas câmeras digitais: eram pequenas, com um preço que cabia no bolso e que toda família queria ter. Elas se mostraram uma verdadeira evolução; afinal, não era mais preciso esperar até o filme ser revelado para que você visse suas fotos, nem havia o risco delas queimarem no meio de todo esse processo.
     Contudo, a tecnologia nunca para de evoluir, e com as câmeras fotográficas isso não se mostrou uma exceção. As câmeras (que já eram pequenas e portáteis) acabaram sendo implantadas nos celulares da população. A qualidade destas era relativamente baixa, mas servia como uma mão na roda para os momentos de aperto. Com o passar do tempo e com a popularização dos smartphones, a câmera se tornou um dos principais componentes destes dispositivos - e um dos recursos destes que mais utilizamos no dia a dia.

     Na hora de comprar um smartphone novo, muitas características (com palavras desconhecidas) sobre a câmera dos mesmos são informadas para nós consumidores - que muitas vezes nem entendemos o que tudo aquilo tudo significa -. Para que você não passe mais por essa situação, continue acompanhando este artigo sobre as especificações da câmera do seu celular:
     
Como funciona a câmera de um smartphone?
     Os celulares também possuem uma retina
     Nós, seres humanos, temos uma membrana que recobre a parte interna do olho: a retina. É ela a responsável por captar os sinais luminosos que vêm do ambiente externo, fazendo com que nós possamos enxergar o mundo à nossa volta.
Sensor de luminosidade das câmeras
     Nas câmeras dos celulares, existe um circuito integrado chamado CMOS ou CCD, e é este componente que capta a luz do ambiente - ou seja, é como se ele fosse a retina da câmera -. Neste pequeno sensor, se encontram milhões de fotossensores (ou fotodetectores). Cada um destes é responsável por captar a luz de 1 pixel da imagem - isso mesmo, apenas 1 pixel -. Sendo assim, se a câmera de um celular possui 8 Megapixels, significa que o sensor dessa câmera possui 8 milhões de fotodetectores. Fácil de entender, não é?!
     Por falar nisso, muitas vezes as pessoas confundem o verdadeiro significado dos Megapixels. Os mesmos não são os principais determinantes da qualidade da imagem, mas apenas ditam qual será o tamanho da mesma. Uma câmera com 8 Megapixels pode ter uma qualidade muito superior à uma câmera de 13 Megapixels.
     Contudo, a quantidade de fotossensores é fundamental para quem quer ampliar a imagem, ou imprimí-la em alguma superfície grande (um quadro ou um banner, por exemplo), pois isso garante que a imagem permaneça com uma boa qualidade.

     Qual a diferença entre CMOS e CCD?
     Agora há pouco falamos que o circuito que captura a imagem da câmera pode se chamar CMOS ou CCD. O que não explicamos é que existe uma diferença entre estes dois componentes, principalmente no que diz respeito à velocidade em que os mesmos operam.
     O sensor CMOS capta a informação de cada pixel linha por linha, o que faz com que o processo para se obter uma imagem final seja mais demorada. Já o outro possui a capacidade de capturar todos os pixels da imagem de uma só vez - o que faz com que o CCD seja muito mais eficaz na hora de capturar fotos, principalmente fotos em movimento ou várias fotos em sequência -.

     A abertura da câmera
     Outro ponto fundamental que devemos prestar atenção na hora de analisarmos a câmera de um celular, é a abertura que a mesma possui. Para entender melhor: quando falamos em "abertura da câmera", estamos nos referindo na verdade à abertura do diafragma - um conjunto de lâminas que servem como uma barreira para a luz, permitindo que apenas a quantidade de luz desejada chegue até o sensor -.
     Esta abertura é informada através de um número antecipado por um f/. Quanto menor for esse número, maior será a abertura da câmera do celular e, consequentemente, maior será a quantidade de luz que a mesma será capaz de registrar. Porém, ter uma abertura muito grande pode ser ao mesmo tempo bom e nem tão bom assim. Entenda:

Na esquerda encontra-se uma câmera com o diafragma com grande abertura, permitindo muita passagem de luz.
     Em um ambiente externo, onde a luz do sol é suficientemente boa para capturar as fotos, uma abertura com um número maior (ou seja, com o diafragma mais fechado) é a melhor escolha, pois como a luz é abundante neste caso, uma pequena quantidade de luz que chega ao sensor já é suficiente para deixar a foto com uma boa iluminação.
     Porém, aberturas como esta não possuem um bom desempenho em ambientes pouco luminosos, como numa festa ou num quarto escuro. Como o diafragma está mais fechado, a luz (que já é pouca) encontra dificuldade de chegar até o sensor, o que resulta em fotos com poucos detalhes ou até mesmo totalmente pretas.
     Em ocasiões assim, as câmeras com um diafragma mais aberto são perfeitas, pois elas permitem uma quase total passagem da luz, o que resulta em fotos com uma alta quantidade de detalhes até mesmo em ambientes escuros.
     Contudo, nem tudo são flores. Câmeras que possuem um diafragma muito aberto são praticamente incapazes de tirar fotos à luz do dia. Isso se deve ao fato de que ela irá permitir a passagem de muita luz, o que "ofuscará" a lente, fazendo com que os objetos deixem de ser reconhecidos.

Foto em ambiente externo, com alta abertura do diafragma. A câmera recebe luz em excesso e o resultado é este.
     Em câmeras profissionais, a abertura do diafragma é ajustável, para que a foto saia da melhor maneira possível em qualquer situação. Já na câmera dos celulares, esse valor costuma ser inflexível - a empresa que o fabrica decide uma abertura, e ele vai permanecer com esta até o fim dos dias -. Por conta disso, geralmente os celulares possuem uma abertura mediana, para que possam tirar boas fotos durante o dia.
     Alguns celulares topo de linha possuem uma abertura maior (por volta dos f/1.6), o que faz com que sejam ótimos para fotos noturnas. Para não terem problemas com fotos em ambientes muito iluminados, o software do dispositivo corrige eventuais falhas que possam ocorrer nesse sistema. E é exatamente sobre isso que iremos falar agora!

     O software que opera a câmera
     Por último - e isso tem um porquê -, vamos falar do software do dispositivo. Não, não estamos falando de sistema operacional. Seja no Android, no iOs ou no Windows Phone, os celulares contam com uma parte específica no seu software voltada especificamente para a câmera. Deixamos para falar disto por último, pois este também é o último passo no processo de se registrar uma foto: primeiro, a luz passa pelo diafragma, que regula a intensidade da luz que irá chegar até o sensor; este, por sua vez, se encarrega de registrar pixel a pixel aquele exato momento, e então envia essas informações ao software; mas para que serve o software da câmera?
    

     Após passar por todo o meio físico, a luz é convertida em milhares de dados que são enviados para o software da câmera. Será ele o responsável por organizar a informação de cada pixel e então formar a imagem na tela do nosso celular.
     Além disso, o software pode realizar um tratamento de imagem automaticamente, caso a fabricante o configure para isso. Esse tratamento serve para corrigir eventuais erros que podem ocorrer no momento da captura da imagem, bem como implementar efeitos (como embelezamento de rosto) e corrigir a granulação da fotografia.

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     E aí, já conhecia tudo sobre a câmera do seu celular? Ainda está com alguma dúvida? Comenta aqui em baixo que a gente responde ;)


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